Wi-Fi livre, leve e solto

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Wi-Fi gratuito para os clientes é um fator atrativo e indispensável

Em tempos de dispositivos móveis, os consumidores buscam formas práticas de acessar redes sociais ou trabalhar on-line, tanto que a quantidade de estabelecimentos comerciais que oferecem o sinal de internet sem fio – e de graça – tem aumentado e pode ser um aliado no relacionamento com o cliente.

Um dos imperativos importantes de uma empresa, ou seja, aquilo de que ela não pode abrir mão, é aquele que denota um esforço consciente para gerar a preferência do cliente. Em tempos de pessoas conectadas grande parte do dia, fornecer o Wi-Fi gratuito para os clientes é um fator atrativo e indispensável. E essa tendência tem se tornado mais comum em vários segmentos.

A medida, se bem empregada, pode contribuir para criar uma percepção de vantagem competitiva e gerar essa preferência. O Wi-Fi é apenas um em uma grande lista de itens que os clientes esperam encontrar nos locais que frequentam. “Se a empresa ainda não fornece serviços básicos como esse, por exemplo, pode eventualmente estar perdendo clientes”, comenta o especialista em Atendimento ao Cliente da consultoria Mais Cliente e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Paulo César Silva.

ESTRATÉGIA

Mais do que um “agrado” ao cliente, a estratégia pode ser uma boa sacada para construir um mailing. Estabelecer cadastros para liberar o acesso ao Wi-Fi gratuito pode ser um bom caminho. “Pedir para que o usuário preencha um cadastro para se conectar é uma estratégia de geração de mailing direcionado”, comenta Silva. Com o cadastro, você poderá realizar campanhas e divulgar novidades diretamente ao seu público-alvo.

Se o cliente perceber que está fazendo parte, simplesmente, da formação de um mailing para eventuais propagandas, o efeito de aproximação será o inverso. Silva diz que na conexão, deve-se ter o cuidado de mostrar ao usuário que o estabelecimento quer saber do que ele gosta e de suas preferências no caso de uma próxima visita ao local e, principalmente, se ele aceita participar de um seleto grupo que receberá conteúdos exclusivos e diferenciados.

Mas é preciso ter cuidado para não irritar o cliente com cadastros complexos. Nunca dificulte a vida do consumidor. O cadastro deve ser o mais simples possível ou até mesmo interligado com o Facebook, por exemplo.

VANTAGENS

Depois do cadastro e com o e-mail do cliente em mãos, é possível criar campanhas personalizadas, como e-mail marketing, informando sobre o lançamento de novos produtos ou mesmo uma promoção pontual exclusiva. Com o acesso do Wi-Fi, o cliente pode receber novidades e descontos, visualizar banners e até campanhas de comunicação. Tudo para fidelizar os clientes e estimular o retorno ao estabelecimento.

O Wi-Fi marketing também permite automatizar atividades de contato junto à base de dados, com envio programado de cartões de aniversário e mensagens especiais. Transmitir confiança para o usuário é fundamental para estimular o uso do serviço.

A operadora Linktel oferece um serviço a clientes corporativos que querem liberar o sinal para os consumidores. A empresa criou um ambiente on-line para que os empreendimentos possam personalizar os campos de cadastro, telas de acesso, e-mails e comunicações. “Personalizar a identidade visual é essencial para que o cliente reconheça que se trata de um serviço oferecido pelo local que está visitando”, explica o presidente da Linktel, Jonas Trunk.

Trunk lembra ainda que é importante praticar o “conheça o seu cliente”. “À medida que o comércio tem conhecimento da curva de comportamento de forma individual, tempo de permanência, classe social e recorrência que o cliente volta na loja, por exemplo, é possível enriquecer o big data (sistema de dados) e também criar produtos e alternativas de vendas com maior valor agregado e melhor satisfação do cliente”, explica Trunk.

ADERIU

O Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ) percebeu que poderia ampliar as possibilidades na busca pela satisfação do cliente. Em janeiro deste ano, um sistema de internet sem fio foi instalado na unidade. “Entendemos que o ganho inicial não deva ser mensurado financeiramente, e sim na valorização da experiência do cliente dentro do IORJ, como uma ferramenta adicional de otimização do atendimento e fidelização do paciente”, reforça o sócio do IORJ, Gustavo Bonfadini.

Atualmente, existem vários equipamentos de roteador de sinal de Wi-Fi que podem ser programados para a velocidade do sinal que será disponibilizado, tempo de uso e necessidade de cadastro ou login em uma rede social na qual o Instituto possui página de divulgação.

CUIDADO BÁSICO

É preciso saber que ofertar o serviço gratuito não apresenta apenas vantagens. Se o estabelecimento for pequeno, o comerciante poderá enfrentar uma situação adversa: o pouco espaço ocupado por trabalhadores que, após consumirem um simples café, ficam horas e horas pendurados na internet. “A sugestão seria a criação de mecanismos com limite de tempo de uso onde, por exemplo, o cliente tem de se reconectar a cada 10 ou 15 minutos e neste instante o estabelecimento aproveita para fazer uma pesquisa sobre o atendimento, alguma sugestão, que ao seu término libera o sinal novamente”, orienta Paulo César Silva.

Como em tudo, o atendimento ao cliente e o produto precisam ser os principais focos em qualquer estabelecimento. “Como diz o ditado popular: ‘não adianta tentar tampar o sol com a peneira’, ou seja, o Wi-Fi gratuito não vai justificar um péssimo serviço, produto ou atendimento”, pontua Silva. Muito pelo contrário. Se seu estabelecimento tem problemas com a satisfação do cliente, então procure resolver isso antes de qualquer coisa, principalmente antes de viabilizar o acesso ao Wi-Fi. Caso contrário, ele será usado para espalhar péssimas avaliações sobre seu atendimento, serviço e produto.

FIM DE PAPO

A liberação do Wi-Fi precisa estar em sintonia com uma visão ou mentalidade de serviço ao cliente que a sua empresa deve adotar. É o seu estabelecimento que deve estar voltado para a satisfação do cliente, e não apenas oferecer algumas facilidades para envolvê-lo. “A sua empresa deve transparecer facilidades, comodidades, conforto, conveniência, rapidez, atenção e delicadeza no trato com o cliente”, comenta Paulo César Silva, da Mais Cliente. Assim, você construirá os geradores da preferência do cliente.


Saiba mais

  • Como usar o Wi-Fi de forma segura?

É fundamental verificar sempre as atualizações disponíveis no site do fabricante do roteador e do dispositivo. Além disso, deve-se usar uma senha forte na rede com números, caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas e números com pelo menos 16 dígitos, dificultando assim o acesso por pessoas não autorizadas.

  • Posicionar o roteador o mais alto possível melhora o sinal?

Quanto mais alto o roteador estiver posicionado, melhor o sinal do Wi-Fi, pois o funcionamento das ondas será em uma espécie de efeito “guarda-chuva”.

  • Usar vários roteadores melhora o sinal?

Pensando nessa questão de ampliação do sinal, o indicado é usar “repetidores”, que fazem o sinal chegar mais longe. Alguns fabricantes têm o roteador e o repetidor que trabalham juntos. Caso o usuário tenha mais de um roteador no mesmo local é provável que haja interferência. Por isso, não é recomendado. 

  • Outros aparelhos elétricos e espelhos prejudicam o sinal de internet?

Sim. Aparelhos que emitem ondas eletromagnéticas, como os telefones sem fio, podem interferir na qualidade do sinal. Já os espelhos podem prejudicar a correta dispersão das ondas do roteador.

  • Como saber se tem algum usuário “pirata” usando o seu Wi-Fi?

No roteador Wi-Fi é possível ver os endereços IP e Mac address dos dispositivos conectados à rede. Se houver algum dispositivo desconhecido ou um número maior do que o número de dispositivos que você possui, sua rede pode estar sendo usada por terceiros.

Fonte: Fabio Simonagio, diretor de engenharia da operadora de telecomunicações Linktel


Boa ideia

Vantagens de oferecer o Wi-Fi para o cliente

  • É possível oferecer cupons promocionais para cadastros feitos pela primeira vez. Assim, além de aumentar a base de dados, é possível cultivar o relacionamento
  • Com os check-ins feitos pelos internautas no Facebook, a fanpage corporativa é movimentada na rede social 
  • Com o sistema, é possível captar e armazenar dados de cadastros para serem utilizados pelo time de marketing da empresa
  • É possível integrar cadastros, o que possibilita o monitoramento da frequência e o ticket médio de cada cliente, descobrindo informações como o gosto e o que costuma comprar 
  • É possível usar os dados para a criação de campanhas de incentivo personalizadas de acordo com o perfil de gastos dos clientes, já que para a permissão do acesso, a ferramenta possui campos personalizáveis, como sexo, faixa etária e endereço
  • O empreendimento pode aumentar a exposição da marca, direcionando os usuários para as redes sociais do próprio negócio, enviando SMS, criando listas de transmissão no WhatsApp ou mesmo personalizando a rota de acesso

Jonas Trunk, presidente da Linktel

Crédito: Divulgação/ Enviada pela Notícia Expressa

“À medida que o comércio tem conhecimento da curva de comportamento de forma individual, tempo de permanência, classe social e recorrência que o cliente volta à loja, por exemplo, é possível enriquecer o big data (sistema de dados) e também criar produtos e alternativas de vendas com maior valor agregado e melhor satisfação do cliente”

Jonas Trunk, presidente da Linktel


Paulo César Silva, especialista em Atendimento ao Cliente da consultoria Mais Cliente e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)

Crédito: Divulgação/ Enviada pela Mondoni Press

“Como diz o ditado popular: ‘não adianta tentar tampar o sol com a peneira’, ou seja, o Wi-Fi gratuito não vai justificar um péssimo serviço, produto ou atendimento”

Paulo César Silva, especialista em Atendimento ao Cliente da consultoria Mais Cliente e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)


Gustavo Bonfadini, sócio do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ)

Crédito: Divulgação/ Enviada pela Plano e Midia

“Entendemos que o ganho inicial não deva ser mensurado financeiramente, e sim na valorização da experiência do cliente dentro do IORJ como uma ferramenta adicional de otimização do atendimento e fidelização do paciente”

Gustavo Bonfadini, sócio do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ)

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