“Se soubesse da pandemia seis meses antes, eu…” (Parte 2)

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Esta é a segunda parte da série de publicações semanais contendo depoimentos exclusivos de empresários que, abrindo as caixas-pretas de seus negócios, apontam quais ações tomadas há seis meses poderiam deixar seus negócios mais preparados para enfrentar a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Nós perguntamos:

Se você pudesse prever – com seis meses de antecedência – e preparar seu negócio para a explosão da atual pandemia, que arrebatou a sociedade e estancou a economia global em todos os níveis de atividade… O que você faria?

Eles responderam:


“Se tivéssemos clareza da pandemia e seus efeitos, com esta antecedência, certamente teríamos feito algumas coisas diferentes. A começar pelo home office, teríamos preparado com antecedência a infraestrutura na casa dos colaboradores e iniciado gradualmente essa forma de trabalho, nos adaptando. Outra questão importante seria ter focado nossos investimentos somente em ações que ajudassem a enfrentar esse cenário, entre elas: melhorias em nossa solução B2B2C, ampliação de portfólio (serviços e produtos vendáveis neste período) e parcerias. Os demais custos teríamos economizado. Considerando inclusive os enormes impactos no turismo, talvez o mercado mais impactado, teríamos trabalhado junto às cias aéreas e hotéis gerindo a demanda, reacomodando passageiros, instruindo clientes, preparado nossas lojas para receber clientes com toda proteção/segurança”

Luiz Andreaza, diretor-geral da agência de viagens Vai Voando

A Vai Voando conta com mais de 320 pontos de venda em todo o Brasil e desenvolve um modelo de negócio voltado a atrair, fidelizar e estimular o empreendedorismo entre moradores de favelas e periferias dos grandes centros.

“Teria criado um plano para obter um menor impacto na empresa e proteger toda a cadeia envolvida ao meu redor, poupando e enxugando despesas desnecessárias. Dessa forma protegeria todo o meu quadro de funcionários e evitaria qualquer tipo de demissão. Também iniciaria o trabalho home-office, obtendo de cara a redução do contato e evitando a locomoção das pessoas, preparando todos para a onda que viria a seguir. Como meu segmento é o de Feiras, que tem no seu escopo uma relação de muito contato humano, me anteciparia na criação de eventos virtuais – algo que já tinha em mente bem antes de tudo isso –, surfando na onda da aceleração digital e, com isso, saindo na frente nessa hora”

Ricardo Branco, diretor executivo e cofundador da Feira Virtual de Franquia

A Feira Virtual de Franquias foi idealizada por Ricardo Branco e Henrique Mol, que possuem vasta experiência no mercado de franquias nacional e internacional. O projeto nasceu em sinergia com o atual momento econômico e prevê o incentivo ao empreendedorismo auxiliando marcas e investidores que buscam seu primeiro negócio. Para as marcas, o formato permite redução de custos agregando o potencial da tecnologia na realização de negócios. A Feira Virtual é gratuita para quem busca um negócio para investir e acessível para as marcas que querem participar, visto a economia de despesas com estandes e deslocamento.

“Se eu soubesse da pandemia seis meses antes eu teria perseguido mais as despesas com intuito de enxugá-las ao limite para criar mais caixa e passar de forma mais tranquila por esse momento. Eu também teria mergulhado fundo no mundo digital, pois a pandemia veio para consolidar e catalisar as compras on-line. No nosso caso especificamente, seria interessante ter um serviço delivery por se tratar de podologia, estávamos justamente testando esse novo serviço quando a quarentena começou”

Jonas Bechelli, fundador e presidente da rede de podologia Doctor Feet

Líder há 21 anos no segmento de podologia, com 80 lojas instaladas em 14 estados brasileiros, a Doctor Feet oferece excelentes oportunidades de negócios aos empreendedores interessados, atuando diretamente na prestação de serviços de podologia, manicure e venda de produtos médicos e ortopédicos.

“Se eu soubesse da pandemia 6 meses antes, eu teria provisionado melhor as despesas da minha empresa e faria um caixa para poder organizar todos os pagamentos por um período maior. Teria ainda organizado melhor as compras de produtos do estoque, a fim de ter uma melhor dimensão de custos para este momento e mais tranquilidade para administrá-lo”

Giselle Kormoczi, proprietária do salão Dom Concept

O Dom Concept é um espaço na Vila Mariana, em São Paulo, capital, voltado para beleza e bem-estar, com atendimento personalizado e 5 ambientes com serviços de estética capilar, corporal e facial.

Se eu soubesse da pandemia seis meses antes, eu pensaria, ainda mais, em metodologias e formatos de aulas online por meio das quais os alunos pudessem usufruir melhor do aprendizado. Outro ponto seria chamar as famílias para uma reunião, explicando as necessidades das mudanças e preparando-os para o que viria. Em termos de disciplina pedagógica, iria direcionar as aulas para trabalhar a parte mental. Proporcionaria aos alunos aulas de protocolos de emergência e de saúde mental. Acredito que se pudéssemos prever e, talvez tomando as devidas precauções, hoje eu, como responsável por uma instituição, estaria mais tranquila, ciente de que nossos alunos e famílias foram preparados para atravessar estes meses turbulentos. Além disso, colocaria os funcionários com mais idade, que são grupo de risco, em casa de forma antecipada, a fim de protegê-los antes mesmo do início do contágio no País

Sueli Conte, diretora-geral e mantenedora do Colégio Renovação

O Colégio Renovação é uma instituição com mais de 35 anos de atuação do Ensino Infantil ao Médio, com unidades nas cidades de São Paulo e Indaiatuba, localizada no interior do estado.

Confira mais depoimentos acessando:

Parte 1Depoimentos : : Parte 3Depoimentos

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