O poderoso mercado infantil

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O poderoso mercado infantil

Você sabia que o mercado de produtos e modas infantis está em alta? Só nos últimos anos, ele aumentou o faturamento de R$2,7 bilhões para R$3,9 bilhões. Para os lojistas, essa pode ser uma boa oportunidade de divulgar os seus produtos e fidelizar novos clientes. Nossos especialistas dão todas as orientações e indicam as feiras como bons investimentos.

No Brasil, o mercado de feiras infantis movimenta grandes cifras. Para ter uma ideia, são vendidas cerca de 1,5 bilhão de peças infantis por ano e US$ 8,4 bilhões em valores de produção, segundo números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Ainda de acordo com estimativas do Inteligência de Mercado (IEMI), o segmento de vestuário para o público de 0 a 16 anos deverá movimentar R$52 bilhões no varejo em 2018, apontando uma receita 5,3% maior em relação a 2017. A produção em grande escala aconteceu em função das pequenas empresas atuantes nesse segmento. Para quem já está no ramo e deseja lucrar ainda mais, as feiras infantis prometem ser um grande negócio. O mercado atual oferece feiras para todos os setores e bolsos. Elas acontecem em hotéis, centros de convenções e shoppings.

Feiras que já são tradicionais e com muitos fornecedores tendem a ser realizadas em centros de convenções. Já as menores, ainda em fase de maturação, em hotéis e shoppings

Se você é lojista e vende acessórios para crianças e bebês, já pensou em participar de feiras infantis?

As feiras e exposições são eventos grandes e que possuem um amplo alcance. Quem expõe nesse espaço tem a oportunidade de mostrar seus produtos para públicos que dificilmente os veria. Tanto as feiras como as exposições funcionam como vitrines de temáticas específicas e durante um tempo determinado.

Elas são ótimas ferramentas de marketing, pois potencializam o seu negócio e geram leads. Sem contar que nesses momentos o lojista terá contato direito com o seu consumidor. Nesses eventos as empresas aproveitam para demonstrar seus produtos, serviços e também comercializá-los.

O consultor especializado em Negócios voltados ao segmento infantil, responsável pelo Seminário Internacional de Entretenimento Infantil, Hubert Krause, que sempre acompanha as feiras, considera a participação nelas uma excelente oportunidade para criar relacionamento com os clientes. Ele relata que a internet, estratégias de marketing digital e as redes sociais facilitaram o contato com as marcas, no entanto o lucro não vem da quantidade de oportunidades, mas da qualidade das relações de negócio criados. “Portanto, nada melhor do que o tête-à-tête que existe em uma feira para a promoção do relacionamento entre cliente e empresa”, conta Krause.

Só vantagens

Os benefícios de participar desses eventos são muitos, entre eles está o reconhecimento, a credibilidade e a notoriedade da marca. Participar de uma feira também demonstra profissionalismo e que a empresa está estruturada.

A proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera, Daniela Bibas, viu nas feiras infantis grandes oportunidades. Ela conta que sempre valoriza esses eventos e que eles são a melhor maneira de se aproximar do público, conhecendo suas expectativas e alinhando a forma de atuação. “Além disso, as feiras são extremamente positivas quando tratamos dos aspectos comerciais. Se não fossem elas, seria muito mais difícil, diria quase impossível, apresentar nosso trabalho para lojistas de todo o País”, conta.

Ela explica ainda que, quando escolhe uma feira para participar, leva em consideração, principalmente, o público-alvo e as marcas que estarão presentes. “Todos os nossos lançamentos de coleção são realizados em feiras, e isso tem sido muito interessante, pois temos uma resposta muito rápida e direta do mercado”, completa a diretora de marketing da rede de roupa infantil Tip Top, Daniela Boll.

O lado interessante das feiras é que elas abrem espaço para os expositores pequenos. A diretora comercial da feira Ópera, Fernanda Menezes, explica que há nas feiras um bloco onde reúnem várias marcas com coleções menores, marcas conceituais e que certamente serão um grande diferencial para as lojas trabalharem com elas. “Uma fábrica menor, muitas vezes, permite que a loja coloque sua marca ou que personalize a coleção”, relata.

Como funciona

O mercado das feiras infantis é amplo e sempre está aberto a novos expositores, em especial aqueles que trazem inovações. No entanto, para participar, é necessário fazer um planejamento. Pois o lojista que deixa para a última hora provavelmente não conseguirá espaço ou então pagará um preço muito mais alto e sem possibilidade de parcelamento.

Deve se preparar com pelo menos um ano de antecedência e, durante esse período, Krause aconselha a se capitalizar para então poder investir em um estande atrativo e com uma boa equipe para atendimento, além de material gráfico de qualidade (cartões, flyers, catálogos) e brindes para distribuição. Fernada conta que é muito importante começar antes, pois é fundamental fazer um planejamento de coleção e de produção. Vender e não entregar pode queimar a marca. “Para navegantes de primeira viagem o ideal é buscar consultores do mercado. Nós temos parceiros que indicamos constantemente para esse suporte”, aconselha a diretora comercial.

Planejamento financeiro

Para não pesar no orçamento, você pode investir de maneira proporcional, levando em conta o valor da sua empresa no mercado. “Empresas reconhecidas e estruturadas que atingem uma grande fatia de mercado, se participarem de forma pequena ou discreta em uma feira, poderão despertar desconfiança no mercado e em seus clientes. Empresas pequenas que vão de forma grande e volumosa para uma feira, porém não têm reconhecimento, notoriedade, também podem gerar desconfiança e correm o risco de assumirem um prejuízo muito grande”, aconselha Hubert Krause. 

Para ter uma ideia, na maioria das vezes as organizadoras de feiras vendem espaço por metro quadrado, ou por modelo de estande pronto. Krause explica que o metro quadrado de um estande em feira infantil com abrangência nacional pode variar de R$500,00 a R$1.500,00.

A exposição de produtos precisa respeitar as regras da empresa organizadora da feira. Mas é importante que o lojista priorize aqueles que ele acredita ter um diferencial em relação à concorrência, produtos com os quais tenha uma boa competitividade. Lembre-se de que as feiras costumam reunir concorrentes diretos e que estarão a poucos metros do seu estande, portanto é bom caprichar. É importante ter em mente que se o seu produto é voltado para crianças pequenas de até quatro anos, seu público-alvo são os pais, em especial as mães. Crianças dessa faixa etária ainda não influenciam muito na decisão de compra.

Agora, se o produto é voltado para crianças acima de cinco anos, seu público-alvo são as crianças. “Nessa idade já influenciam na decisão de compra. Se elas não curtirem, não pedirão aos pais para comprar”, indica o consultor especializado em Negócios voltados ao segmento infantil. 

Tão necessário quanto a escolha dos produtos é a organização deles e o planejamento do estande. Para fazer isso, uma boa dica inicial é definir o seu público-alvo. Observe e estude o comportamento deste grupo de pessoas. Para chamar a atenção, use e abuse dos objetos de decoração, de comunicação visual, brindes, móveis, entre outros.

Lucro certo

Além do reconhecimento da marca, as feiras possibilitam aos lojistas um ganho extra. Dependendo do produto, você pode lucrar muito nelas. E mais, ela pode trazer lucro durante um ano inteiro, e não apenas em uma época. Encare a feira como uma ampliação de relacionamentos, contato com os clientes, feedback sobre a sua marca. O ponto forte dela é o marketing e isso consequentemente lhe trará lucro, mesmo que a médio ou a longo prazo. “O cliente teve um contato próximo com a marca, e se o lojista tiver realizado um bom atendimento, ele tende a procurar a empresa sempre quando precisar. É importante também que se estruture para captar contatos e ativá-los após a feira. Se o cliente se interessou na feira, ainda que não feche algo, já passa a um cliente potencial”, lembra Fernanda Menezes. 

Participar de feiras infantis é bom porque…

– É uma boa oportunidade de posicionar a sua empresa ou marca no mercado.

– Você apresenta as novidades de uma forma diferenciada e cria um relacionamento com o público-alvo.

Fonte: Daniela Bibas, proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera.

Como se organizar para as feiras infantis

1. Precisa fazer conta, estudar o público visitante, entender como cada evento/feira se posiciona, qual a tradição dele e até conversar com quem já teve a experiência para saber se o seu negócio tem similaridade.

2. Estudar quem já teve a experiência economiza alguns passos. Claro que cada experiência é única, mas certamente você terá algum proveito conversando com quem já fez esse caminho.

3. Uma vez decidido ir à feira, faça bem feito: posicione bem sua comunicação, sua marca; seus produtos e vitrine serão alvo do público visitante.

4. Treine e direcione seu atendimento para acolher o visitante da forma correta; ele carregará consigo toda a experiência que obtiver nesse momento.

5. Se o evento do qual estiver participando for de vendas, público final, ofereça vantagens competitivas; promoções e brindes podem ser uma alternativa. Se a feira for de negócios, a característica e o objetivo são outros.

6. Sempre escolha as feiras e bazares viabilizando a sua participação com um investimento que faça sentido, e para isso estude cada oportunidade.

7. Faça um cadastro dos visitantes. Reserve um tempo para criar esse elo, algumas feiras oferecem o serviço de coleta de dados, onde você pode locar o equipamento que vai auxiliá-lo na captura de todas as informações do visitante. Caso não tenha este serviço disponível, faça o cadastro da melhor maneira que lhe convém, no iPad, na ficha de papel mesmo, mas não deixe de fazer.

Fonte: Daniela Bibas, proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera.

Os critérios de escolha da feira

– Saber quem é o seu público e se está de acordo com o público-alvo da feira que você deseja participar.

– Acompanhar o calendário de feiras. No começo de cada ano esses eventos são anunciados na internet. Associações varejistas ou o próprio Sebrae sempre divulgam os eventos que acontecerão ao longo do ano. Portanto, se você entendeu que é o seu momento de expor, antecipe-se e conheça um pouco cada um deles.

– Uma boa dica é: antes de expor em uma feira, seja visitante e analise o que gostaria de ter como consumidor.

Fonte: Daniela Bibas, proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera

Planeje-se para elas 

Feiras grandes: Com pelo menos um ano de antecedência. Nesse prazo é possível fazer um planejamento bem consistente.

Feiras menores, com pouca burocracia, como bazares e outros: De cinco a seis meses são suficientes para se organizar, saber o que levar e como se comunicar.

Fonte: Daniela Bibas, proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera


“Nada melhor do que o tête-à-tête que existe em uma feira para a promoção do relacionamento entre cliente e empresa”

Hubert Krause, consultor especializado em Negócios voltados ao segmento infantil, responsável pelo Seminário Internacional de Entretenimento Infantil


“As feiras são extremamente positivas quando tratamos dos aspectos comerciais. Se não fossem elas, seria muito mais difícil, diria quase impossível, apresentar nosso trabalho para lojistas de todo o País”

Daniela Bibas, proprietária da marca expositora Que Te Encantei, da Feira Ópera


O poderoso mercado infantil

Crédito: Content.PR/MD

“Todos os nossos lançamentos de coleção são realizados em feiras, e isso tem sido muito interessante, pois temos uma resposta muito rápida e direta do mercado”

Daniela Boll, diretora de marketing da rede de roupa infantil Tip Top


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Fernanda e Fred de Cunto, idealizadores e diretores da Feira Ópera.
Crédito: Divulgação/ Bancodenoticias.net

“Uma fábrica menor, muitas vezes, permite que a loja coloque sua marca ou que personalize a coleção”

Fernanda Menezes, diretora comercial da feira Ópera


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Estande da Que Te Encante na Feira Ópera.
Crédito: Divulgação/ Bancodenoticias.net

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