#naodemita: todos juntos contra o desemprego

Comentários (0) Atitude PME, Giro PME

Empresas se comprometem a manter os postos de trabalho por meio da campanha #naodemita, que já possui a adesão de mais de 5 mil empresas
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O cenário econômico brasileiro diante da pandemia do Covid-19 é tão tenebroso quanto a própria doença. Algumas empresas não estão conseguindo resistir aos efeitos negativos de terem seus negócios fechados, especialmente quando falamos no universo das micro e pequenas. Segundo uma pesquisa do próprio Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgada pela CNN, pelo menos 600 mil delas tiveram que fechar as portas definitivamente, deixando 9 milhões de pessoas desempregadas.

Negociar prazos com fornecedores, cortar custos, explorar a venda e serviços por meio da tecnologia tem sido o conselho de muitos especialistas e do próprio Sebrae para que as empresas tentem manter seus postos de trabalho. Contudo, para muitas delas, isso não tem sido o suficiente e é aí que tem surgido iniciativas para ajudar a suavizar os efeitos dessa crise para essas empresas.

O movimento #nãodemita, por exemplo, é um deles. O site da campanha <clique aqui> foi ao ar em abril e mais de 5 mil empresas já aderiram ao movimento até o momento. A iniciativa se trata de uma rede inspiradora de empresas movidas pela missão de apoiar a sociedade durante um dos períodos mais desafiadores das últimas décadas. São empresas que se comprometem em não reduzir o quadro de funcionários durante a Pandemia.

Segundo o idealizador, o presidente do Conselho da Ânima Educação, Daniel Castanho, no começo dessa crise, alguns empresários assustados com o fluxo de caixa da sua empresa, anunciaram que iriam demitir, mas, depois de algumas semanas, essa mentalidade mudou.

“Parte deles entenderam as responsabilidades como empresários. Pois se houver uma quantidade enorme de pessoas demitidas a taxa de desemprego no País vai atingir níveis complexos, e aí sim teremos um problema muito maior para retomar a economia”

Daniel Castanho, presidente do Conselho da Ânima Educação

Vai passar

A agência de marketing digital e publicidade, Fizzing 360º, assinou o manifesto #nãodemita e ainda se tornaram, inclusive, uma plataforma para convocar outros empresários a aderirem o movimento, pois a empresa tem certeza que essa crise irá passar. “Nossa diretoria entende por unanimidade que precisamos retribuir à sociedade o que já conquistamos até aqui, e isso implica diretamente em mantermos nossa equipe, que sempre se engajou e mergulhou nos projetos conosco. Não poderíamos ter outro posicionamento!”, afirma o diretor executivo da empresa, Mattheus Rocha.

Mattheus Rocha, diretor executivo da Fizzing 360º

Confiando também que o momento é passageiro, a escola Cultura Inglesa de Curitiba e Londrina, que possui mais de 160 funcionários, faz parte do movimento se comprometendo em manter os empregos por todo o período da pandemia. Além disso, aulas remotas são ministradas aos 4 mil alunos da instituição desde que tudo começou. “Tornamos o nosso compromisso público em não demitir nossos funcionários. O momento é delicado para o empresariado, mas acredito que essa pandemia irá passar e mais do que nunca, precisaremos reerguer a nossa economia”, destacou o superintendente geral da Cultura Inglesa Curitiba, André Ruediger.

Na sua opinião, demissões poderiam custar muito mais caro que a manutenção dos postos e mesmo para aqueles que a realidade é mais dura em manter os empregos, como para os micro e pequenos, Ruediger crê que os grandes empresários os ajudarão após a pandemia. De acordo com ele, já é possível ver inclusive alguns movimentos dentro do Paraná nesse sentido, e eles tomarão ainda mais força com o passar do tempo.

Muito além de não demitir

A Vertiv (NYSE: VRT), provedora global de soluções e serviços de infraestrutura crítica, também anunciou por meio do movimento #naodemita que a sua companhia no Brasil se compromete a manter seus 270 funcionários plenamente empregados até o período de julho. “São talentos reconhecidos por todo o mercado e que seguirão trabalhando para garantir a continuidade da economia digital brasileira. Entramos juntos nessa crise e sairemos juntos dela”, diz o country manager da empresa no Brasil, Rafael Garrido.

O empresário explica que como um time, a empresa tem de antecipar as demandas de infraestrutura de energia, refrigeração e gerenciamento dos grandes data centers brasileiros. Isso inclui o mercado de colocation, as grandes estruturas hyperscale e também os data centers corporativos. E o principal objetivo da Vertiv nesse momento, além de manter os empregos, de acordo com Garrido, é estar totalmente comprometida com a saúde e a proteção de seus profissionais e clientes. Por esse motivo, eles estão seguindo as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde para todo o time que ainda continua atendendo. 

A operadora de telefonia Vivo também está apoiando a iniciativa. Para manter o máximo de condições de segurança para seus colaboradores, a empresa adotou as recomendações apresentadas pelo Ministério da Saúde e ampliou, por exemplo, a prática de trabalho remoto, que já era adotada para todos os trabalhadores administrativos. Toda a área de atendimento próprio presente nas cidades de Curitiba (PR), Maringá (PR), Fortaleza (CE) e São Paulo, passou a trabalhar em home office. Além disso, os funcionários e dependentes do plano de saúde disponibilizado pela Vivo passaram a contar com o serviço de Pronto Atendimento Virtual-Telemedicina, que possibilita a realização de consultas online por uma equipe médica especializada.

Entre as empresas que estão participando do movimento #naodemita, existem negócios de todos os tamanho e setores do Brasil inteiro, inclusive micros e pequenas empresas que contam com menos de 10 funcionários. “Escuto depoimentos de pequenos empresários dizendo que agora sentiram o que é o peso de ser um empreendedor. E eu tenho certeza que essas empresas têm sido vistas pela sociedade de uma forma diferente, elas serão mais valorizadas daqui em diante. E assim como as empresas sustentáveis, são essas que efetivamente têm responsabilidade social, e assumiram o seu compromisso com a sociedade nesse momento tão difícil para o Brasil”, finaliza Daniel Castanho, da Ânima Educação.

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