Não basta ‘fazer uma live’, é preciso atrair e manter a audiência conectada

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Consumo de lives e videoconferências disparou durante a pandemia, mas como o seu negócio pode aproveitar essa ferramenta?
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Com o isolamento social, as lives se tornaram um meio de se apresentar ao público. Muitos eventos, cursos e negócios no geral utilizam das plataformas on-line ao vivo para transmissão de conteúdo ou lançamento de produtos.

O sócio da Non Stop – uma das maiores agências de influenciadores do Brasil -, Alex Monteiro, diz que é um grande momento para todas as empresas se aproximarem dos seus clientes, seja a grande marca que utiliza as lives para mostrar sua mensagem contextualizada, ou ainda, para as micro e pequenas utilizarem do formato para mostrarem seus negócios.

“A questão está em entregar conteúdo de valor e não somente uma publicidade. Isso vale para todos os nichos”.

Alex Monteiro, sócio da Non Stop


Ou seja, é o momento de se mostrar, é uma oportunidade para o médico entregar conteúdo acerca da sua especialidade e captar novos pacientes, a padaria da esquina mostrar como está cuidando da sua produção de alimentos. É o momento de utilizar as redes para estabelecer um canal direto com seu cliente.

Mas Monteiro diz que é importante analisar o tipo de conteúdo e a demanda do público por inovação. Isso porque no início da pandemia as lives tinham o Instagram como plataforma ideal, mas a necessidade do público de assistir as mesmas na televisão, fez a migração natural para o YouTube, o que gerou maior necessidade de produção. “Estamos diante de um novo hábito de consumo, mas caberá aos produtores se reinventarem a cada exibição para manter a audiência aquecida”, aconselha.

Na visão do sócio-diretor e consultor da Prosphera Educação Corporativa – consultoria multidisciplinar especializada em gestão de negócios –, Haroldo Eiji Matsumoto, é também importante levar conteúdo interessante e de acordo com cada perfil de público-alvo. Se for entretenimento, verificar qual o tipo de linguagem e estrutura necessárias para agradar ao público e, principalmente, cativá-lo para que compartilhe e divulgue para as outras pessoas.

Assertiva e eficiente

Para todas as lives, inclusive aquelas feitas por empresas, Matsumoto diz que é importante verificar equipamentos de transmissão e conexões com a internet para não prejudicar a qualidade do áudio e vídeo. É imprescindível minimizar a possibilidade de queda durante a transmissão. Criar uma programação também é válido para indicar uma frequência de apresentação e assiduidade com o público.

Mas isso precisa ser bem equilibrado, uma vez que com a canalização e uso intensivo de lives e webinar, as pessoas podem se saturar e afastar. Por isso é essencial a identificação das necessidades e desejos dos participantes.

Para isso é importante fazer uma avaliação do perfil deste público a fim de entender suas preferências, interesses, problemas, dúvidas, idade, escolaridade, região, enfim, fazer um mapeamento completo das características do público-alvo.

“Pode ser feita uma pesquisa dos temas mais interessantes também. Feito isso, é necessário escolher o suporte, seja em vídeos, apresentações, entrevistas, palestras, workshop. Em seguida, preparar o material de comunicação para divulgar a live e preparar os recursos tecnológicos de acordo com os canais de transmissão, seja ele Instagram, Youtube, Facebook ou Linkedin”

Haroldo Eiji Matsumoto, sócio-diretor e consultor da Prosphera Educação Corporativa


É também necessário fazer uma programação de disparos de mensagens e lembretes do horário de início da live, reforçando o conteúdo para o público. “Outra dica é a interação com os participantes. Isso se torna mais atrativo e enriquece a live. Após o evento, é muito simpático agradecer a participação e compartilhar materiais utilizados, além de convidar para um próximo evento”, diz Matsumoto.

Para quem estiver começando, vale a pena se associar a entidades ou empresas que já tenha um público assíduo e realize as lives. Se utilizar seu próprio canal e for iniciante, persista, pois no início serão poucas pessoas acompanhando e, conforme o conteúdo seja visto como relevante, as pessoas começam a indicar e também compartilhar, aumentando gradativamente os participantes. “A dica de ouro é levar bons conteúdos ao público, de forma que eles levem as pessoas a acompanhar você durante aquele período”, indica o consultor.

Aproveitando o momento

A loja Femme Store Multimarcas soube unir o útil ao agradável e promover desfiles de moda virtual para não parar as vendas. “Agora é a nova tendência e a nova era também. Quem não vir para era digital certamente ficará para trás! Temos que nos atualizar”, afirma a proprietária da loja, Priscila Gandra.

De acordo com a empresária, antes da pandemia eles já faziam alguns vídeos ao vivo e stories nas redes sociais, porém, apostar mesmo nas lives profissionais foi apenas após a quarentena provocada pelo novo Coronavírus. 

Contudo, ela diz que ainda está em um processo de adaptação e embora esteja sendo bom para as vendas da empresa, acredita que precisam se policiar, pois tudo que é demais enjoa, especialmente para o público.

“Quando a pandemia passar, acho que continuaremos promovendo as lives, mas não será o principal veículo de comunicação, as redes sociais ainda permanecem na frente, nos stories o engajamento é muito maior”

Priscila Gandra, proprietária da Femme Store Multimarcas


Vai ficar?

Por falar nisso, após o período de isolamento, pode ser realmente que se mantenha parte dessas ações on-line. Porém, como disse a proprietária da loja Femme, não no mesmo volume, pois acabará se dissipando com outros meios de apresentação. No entanto, segundo Haroldo Eiji Matsumoto, algo que a pandemia trouxe foi a experimentação. “Muitas pessoas que não estavam acostumadas a utilizar as redes sociais para consumir conteúdo e entretenimento se viram sem alternativas durante a quarentena, experimentaram e gostaram, percebendo que pode ser tão bom quanto um evento presencial”.

Alex Monteiro diz que o hábito está sendo formatado, as pessoas viram que podem aproveitar as horas na internet para adquirirem conteúdos de qualidade, logo, há a possibilidade das marcas se conectarem com seus clientes e mostrarem seus diferenciais. 

Temos visto feiras, congressos, shows, apresentações, grupos de discussão, enfim uma série de agrupamentos de pessoas fazendo uso das lives como ferramentas neste momento. Por esse motivo, os especialistas acreditam que após a pandemia o crescimento continue, mas, mais uma vez, não tão acelerado como vimos durante a quarentena. “Pode ser que haja uma queda e depois um crescimento mais gradual”, diz Matsumoto.

O momento é propício para que todas as empresas entendam que estar no digital é mais importante que ter apenas um perfil. “É estar com objetivo a produzir conteúdo que agregue valor ao seu cliente, mostrando todo seu conhecimento acerca daquele tema, o que irá gerar autoridade e consequentemente melhorar os índices de venda”, finaliza Monteiro. 
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Foto de capa: tolgart via iStockphoto.com

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