Holocracia: será que estamos prontos para esse modelo de gestão?

Comentários (0) Desenvolvimento Pessoal, Gene Talks

por Mileine Vargas
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Uma preocupação constante de qualquer gestor de empresa no Brasil é sobre pessoas e retenção dos seus talentos. A velocidade com que ocorrem as transformações nas organizações é muito alta. Portanto, para acompanhar todas essas mudanças é necessário pensar muito sobre o assunto. Uma pesquisa da consultoria Deloitte de 2017 aponta que o desafio sobre o formato organizacional aparece como principal dos executivos.

A holocracia é muito mais que um modelo de gestão, é uma filosofia com base na capacidade de contribuição das pessoas dentro de um determinado sistema. O precursor dessa filosofia chama-se Tony Hsieh, CEO da Zappos, empresa norte americana de e-commerce. A ideia central desse sistema é não ter chefes e sim transferir a responsabilidade das suas atribuições para cada indivíduo, onde as pessoas assumem totalmente as responsabilidade dos seus resultados. 

O modelo da holocracia está baseado na auto-organização e na responsabilidade individual. Pois é o bem comum que impera nesse tipo de gestão. Seja ele o lançamento de um produto, a implantação de um determinado projeto ou atingir resultados financeiros. Cada um possui suas responsabilidades e gerencia a parte do processo que lhe cabe. Exige resultados e também é cobrado pelo que deve gerar.

A pergunta é: estamos maduros o suficiente para implementar esse tipo de gestão nas empresas no Brasil?

Massivamente, o que vemos ainda no nosso país é o sistema de gestão militar comando-controle. Percebo que está cada vez mais desafiador para os chefes que ainda vivem nesse antigo modelo de gestão. A queixa de que não há engajamento é grande. Felizmente, como a maioria das empresas deseja evoluir e crescer abre-se cada vez mais espaço para inovações culturais e novas reflexões.

Empresas, para serem sustentáveis, precisam ser lucrativas. Alta rotatividade nunca foi bom negócio para qualquer setor da economia. É preciso entender e ter consciência de que não existe felicidade plena nas organizações e nem equipes que são cobradas e que não trabalham para atingir metas a fim de entregar resultados positivos. O grande desafio das lideranças é como fazer isso de forma saudável e sustentável. É necessário um trabalho duro para que seja feito esse alinhamento e principalmente estabelecidos seus valores.

Existem muitos modelos de sucesso que podem ser observados. Empresas autogerenciáveis e que conseguem fazer das suas equipes verdadeiros times motivados para que todos estejam unidos por uma causa estão dando exemplo. Acredito que seja o melhor caminho para que consigamos ter empresas lucrativas e pessoas comprometidas e satisfeitas com seus resultados.
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Mileine Vargas tem mestrado em Educação na Unilasalle, é empresária, Trainer em PNL pela Universidade da PNL na California e analista de Inteligência Emocional e analista DISC.
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Imagem de capa: Gerd Altmann por Pixabay

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