Ex-morador de rua anuncia franquia de adestramento e quer faturar R$ 3 milhões em 2022

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Cleber Santos é hoje dono da marca Comportpet, de adestramento, hospedagem e capacitação para o setor. Cerca de 30 franquias em 2022 e presença em todas as capitais brasileiras até 2024 são objetivos do empresário.

São Paulo, 2022 – Acre, Amazonas, Bahia, DF, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.  Em todas essas regiões há uma obra de creche e hotel sendo tocada sob a tutela de Cleber Santos, 33 anos, CEO da Comportpet e especialista em comportamento animal. De morador de rua – acompanhado de seu cão Grafit – a mentor de negócios, Santos transforma em 2022 o nome da Comportpet em franquia.

O empresário começou na área aos 14 anos como auxiliar de Pet Shop, enquanto ainda morava nas ruas de São Paulo, e hoje é conhecido como um dos agitadores do varejo pet, dado a sua trajetória de ascensão.

Com os serviços de creche, hotel e adestramento – atendendo 100 cães por dia – e com a Universidade Comportpet, que já possui 2 mil alunos nos 12 cursos oferecidos, o empresário quer alcançar a meta de 30 franquias da marca até o final de 2022 e saltar de R$ 1,8 milhões para R$ 3 milhões o faturamento anual. 

A franquia “slim” será a primeira oferecida ao mercado a partir de agora. Ela é de adestramento e desenhada para quem não tem um ponto fixo, mas deseja atuar na área, podendo criar uma agenda autônoma de serviços a domicílio. É também a franquia mais barata (R$ 15 mil) de adquirir, podendo ter o pagamento facilitado, visto que muitos interessados estão em transição de carreira ou sem renda fixa.

Já a franquia para o ponto fixo de Day Care e Hotel é o passo mais ousado, previsto para o último trimestre desse ano, e que exigirá do futuro franqueado o investimento de R$ 350 mil, valor que pode mudar de acordo com a região.

Capacitação para os franqueados – Para o projeto, Cleber contou com investimento próprio inicial de R$ 200 mil na estruturação de um time de 12 profissionais para a formação dos novos empresários, com consultorias técnica (capacitação em abordagem e cuidado animal seguindo metodologia da empresa), financeira, contábil e fiscal, além de aulas nas áreas de marketing e de comercialização. A formação abrange a mentoria, com o acompanhamento presencial da equipe, que rodará todas as cidades. Segundo Santos, as franquias têm potencial de garantir um faturamento médio de R$ 5mil a R$ 8 mil, no caso de adestramento, e R$ 100 mil, no caso das franquias com ponto fixo.

O mercado pet tem crescido de forma significativa desde o início da pandemia. Entre 2019 e 2021, o setor de varejo pet apresentou um crescimento de 27% (fonte: Sebrae), atingindo um faturamento em 2021 de R$ 51,1 bilhões (fonte: Instituto Pet Brasil).  Já as vagas de emprego preenchidas cresceram, também entre 2019 e 2021, 46,5% para atividades veterinárias (o melhor desempenho do ranking de emprego do país) e 27,6% para atividades técnicas do setor (fonte: LCA Consultores).

A demanda por esses serviços vem aumentando, porém ainda não há profissionais qualificados – o suficiente – para atendê-la. Muitas pessoas amam animais e estão sem emprego. Por que não fomentar um mercado a partir desse cenário? As franquias, bem como a Universidade, são projetos relacionados a oportunidades que não tive no passado. Penso em negócios que gerem renda e mudem realidades”, explica Cleber.

É o caso do primeiro franqueado, Adriano Mori, 34 anos, morador de São Paulo. Mori foi auditor interno sênior de empresas como KPMG, Deloitte e Gafisa. Estava há 10 anos empregado em um banco quando, em 2021, foi demitido. Foi então que mergulhou de cabeça, prestando serviço como adestrador. “Já tinha essa ideia de migrar de áreas, por isso me capacitei como adestrador há uns 3 anos e já estava prestando alguns serviços após meu expediente. Atualmente, atendo de segunda a sábado e já consegui alcançar a minha renda do banco. Com a franquia, a meta é dobrar meu faturamento até o final de 2022”, planeja.

Gestão das frentes – Para dar impulso à nova frente de negócio, a Comportpet passou por uma reestruturação da equipe. A partir de março, a marca, com o atendimento ao cliente direto – de creche e hotel – passa para a responsabilidade da sócia e esposa, Dan Batista, 32 anos, com exceção de atendimento mais complexos, para os quais Cleber vai continuar atuando pessoalmente.

Já o empresário vai dividir seu tempo entre a gestão da Universidade Comportpet (que deve faturar sozinha mais R$1,5 milhão esse ano), as dezenas de consultorias que Cleber presta para a construção e funcionamento de Day Cares e hoteis, e o desenvolvimento do escopo das franquias. “Meu foco é encerrar as consultorias para marcas que não sejam minhas e focar só nos franqueados em um futuro breve. Quero estar em todas as capitais do Brasil em dois anos”, frisa.

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