Espaço funerário utiliza tecnologia e sustentabilidade para ressignificar o luto.

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Espaço funerário traz plantação de árvores e urnas biodegradáveis na despedida de quem se ama

Ressignificar o luto e o elo entre familiares e amigos transformando a sepultura de quem se ama na plantação de uma muda de uma árvore nativa é a possibilidade que o Memorial Jardim da Vida trouxe para amenizar a experiência do luto. 

Inaugurado em janeiro deste ano, na região do Tamboré, próximo a Alphaville, o espaço conta com um grande gramado que se transformará em um bosque onde os parentes possam prestar suas homenagens póstumas. Segundo a arquiteta e urbanista Adriane Lupetti Mendes Marques, investidora e administradora do empreendimento, “o objetivo é ressignificar a despedida criando memorial literalmente vivo”. 

“Realizamos a cerimônia em nosso jardim e acompanhamos a família durante o plantio de uma árvore juntamente com as cinzas humanas, que vai se tornar um novo símbolo de conexão, preservação da história e da memória do ente falecido. As árvores recebem um QR Code que leva a um aplicativo que, além de registrar as memórias e biografia, possibilita à família montar sua árvore genealógica. Dessa forma, vamos recompondo a mata nativa ao mesmo tempo que criamos um memorial vivo”, explica Adriane. “Nosso compromisso é cuidar bem das famílias e transformar o momento da despedida em um ato de amor, construindo memórias repletas de significado. Nós nascemos para fazer diferente”.

Além da possibilidade do plantio da árvore, as cinzas podem ganhar outros três destinos: serem levadas para casa em urnas personalizadas, feita pela ceramista Liesel Schambaher Triska, ‘descansarem’ no cinzário, ou, serem depositadas em urnas hidrossolúveis para familiares que desejam aspergir as cinzas em local com água, assim, o recipiente se dissolve e as cinzas se espalham.

O Jardim da Vida também possui floricultura dirigida pela designer Luciana Thibes, que produz arranjos para as homenagens. Se a família não quiser levar os adornos florais para casa, as plantas e flores são encaminhadas para a área de compostagem criada em jardim próprio.

Os cuidados com o meio ambiente sempre foram o pilar do empreendimento. Adriane conta que a ideia de construir o Jardim da Vida nasceu há alguns anos, ao fazer pós-graduação sobre perícia ambiental. “O resultado da pesquisa revelou que o crematório é o método de menor impacto ambiental, de menor desgaste emocional. Assumi o compromisso com a sustentabilidade desde o projeto até o fim da construção e com uma nova forma de realizar despedidas e preservar memórias”.

Dados do setor – De acordo com os últimos dados divulgados pela Abredif (Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário), em outubro de 2021, o mercado funerário cresceu 30%, em relação a março de 2020. A alta se caracterizou com crescimento econômico sólido e estável devido à sua relação direta com a taxa de mortalidade, aquecido com a eclosão da pandemia de Covid-19 no Brasil.

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