E-commerce já evitou R$ 608 milhões em fraudes no Brasil em 2020

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A chegada do novo coronavírus ao Brasil afetou o comportamento de consumo de toda a população. O confinamento refletiu em um aumento significativo das vendas no e-commerce, e consequentemente nos números de fraudes no setor. Segundo estudo da ClearSale, especializada em gestão de fraudes, em parceria com a ABComm, Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano, mais de R$ 608 milhões em fraudes foram evitadas, deixando de causar prejuízos aos lojistas.

Apesar de ser 60% superior aos prejuízos evitados no mesmo período do ano anterior, é inferior ao aumento das vendas no e-commerce durante a pandemia e confinamento. Ou seja, as vendas boas cresceram mais do que as tentativas de fraude.

Para se ter uma ideia, o índice geral de tentativas de fraude no período é de 1,50%, o que significa que, a cada R$ 100 em compras no e-commerce, R$ 1,50 foram tentativas de fraude. A média geral do Brasil em 2019 foi de 3,47%.

Amostra estudada

Para o estudo, foram analisados mais de 41,5 milhões de pedidos do e-commerce, feitos com cartão de crédito, representando um valor total de aproximadamente R$ 18,7 bilhões. Desta amostra, 613.450 pedidos foram classificados como tentativas de fraude.

Ticket médio da fraude

O ticket médio dos pedidos classificados como tentativas de fraude ficou em R$ 991, enquanto o dos pedidos “bons” foi de R$ 442. Segundo Omar Jarouche, diretor de Soluções da ClearSale, “essa diferença acontece porque os fraudadores buscam produtos de valor mais alto e que tenham maior liquidez, ou seja, que consigam revender com mais facilidade”.

Segmentos mais visados

Se por um lado a categoria de Games, foi uma das que teve maior crescimento de vendas durante a quarentena, por outro, foi a que registrou o maior índice de tentativa de fraudes no período. Cerca de 37% dos pedidos nessa categoria foram tentativas de fraude. A categoria Celulares ficou em segundo lugar, com 10%, seguida por Instrumentos Musicais, com 7%. Mais uma vez, a explicação está na liquidez e facilidade de revenda dos produtos que lideram o ranking de tentativas de fraude.

Regiões mais atingidas

Ao analisar por regiões, o Norte teve maior índice de tentativas de fraude no período, com 3,58%. Em seguida, a região Nordeste com 2,26%, praticamente empatada com Centro-Oeste, que ficou com 2,23%. As regiões Sudeste, com 1,38%, e Sul, com 0,82%, foram as que apresentaram os menores índices de tentativas de fraude.

Fraudes no mês a mês

Analisando mês a mês, fevereiro foi o que registrou maior índice de tentativas de fraudes: 1,89%. Em segundo lugar, janeiro aparece com 1,70%, enquanto março teve 1,59%, e abril ficou com 1,39%. Maio foi o mês com menor índice: 1,18%.

Para Mauricio Salvador, presidente da ABComm, o setor tende a dificultar cada vez mais a vida dos fraudadores, uma vez que as tecnologias antifraudes, como a da ClearSale, estão cada vez mais avançadas. Além disso, revender produtos roubados ou falsificados deve ficar mais difícil. “Estamos participando de um comitê junto ao Ministério da Justiça, justamente para discutir soluções que impeçam que esses produtos sejam revendidos livremente em marketplaces”, diz Salvador.

SOBRE A CLEARSAFE
Líder em soluções antifraude nos mais diversos segmentos, como e-commerce, mercado financeiro, vendas diretas e telecomunicações, sendo pioneira no mapeamento do comportamento do consumidor digital. A empresa equilibra tecnologia e profissionais especializados para entregar os melhores indicadores aos clientes e gerar cada vez mais confiança no mercado.

SOBRE A ABCOMM
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) surgiu para fomentar o e-commerce com conhecimentos relevantes e auxiliar na criação de políticas públicas para o setor. A associação reúne representantes de lojas virtuais e prestadores de serviços nas áreas de tecnologia, mídia e meios de pagamento, atuando frente às instituições governamentais, em prol da evolução do mercado. Para mais informações, acesse: www.abcomm.org.

Com informações de Murilo Sarro, Máquina Cohn&Wolfe. 
Foto de PhotoMIX Company no Pexels

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