Do litoral paulista para o Brasil

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Sorvetes Rochinha entrou há cerca de dois anos para o franchising

Após mais de 30 anos de história produzindo sorvetes com frutas de verdade, os Sorvetes Rochinha entrou – há cerca de dois anos – para o franchising. A cada novo ponto de venda inaugurado, a marca, no entanto, não se esquece das raízes e amplia a participação no território brasileiro.

Orgulho de ser caiçara e de ser brasileira. É assim que a rede Sorvetes Rochinha tem pautado sua história ao longo de quase quatro décadas. A marca nasceu no litoral norte de São Paulo. E isso é uma identidade que remete aos bons momentos vividos na praia. A empresa estimula que a lembrança esteja intrínseca no consumidor.

Em 2016, os Sorvetes Rochinha tornaram-se uma franqueadorae já colecionam bons resultados. Atualmente conta com 24 modelos de negócios abertos, entre eles, lojas franqueadas em São Paulo e Santa Catarina e quiosques na capital paulista e Curitiba, no Paraná. Até o final de 2018, pretendem chegar a 30 novas franquias.

As lojas e os quiosques têm em sua proposta os conceitos de saúde, bem-estar e brasilidade de maneira sustentável. A ideia é transmitir a sensação de estar na beira do mar ou em uma praça. Os Sorvetes Rochinha não querem perder a simplicidade que fez a marca se tornar conhecida.

Essa simplicidade, inclusive, reflete-se no cardápio: além dos clássicos como a linha coco (coco branco, coco queimado e coco com abóbora), a franqueadora aposta em sabores como chocolate, amarena, limão e maracujá. Para completar, as franquias Rochinha contam com versões zero açúcar, sem lactose e sem glúten, além de açaí, milk-shakes, smothies saudáveis e sanduíches.

O CEO dos Sorvetes Rochinha, Lupércio Moraes, fala a seguir do mercado, de concorrência e da estratégia adotada pela marca para conseguir ampliar a rede de franqueados de maneira sólida e duradoura.

Gestão & Negócios: Em tempos de busca por uma vida com menos produtos industrializados, como a empresa tem tentado conquistar um público cada vez mais exigente?

Lupércio Moraes: O que destaca a nossa marca é justamente a qualidade dos sorvetes. Atendemos exatamente a um público exigente que preza pela saudabilidade, e é assim desde a fundação da marca. O que buscamos sempre é desenvolver produtos que atendam a esse consumidor. Nós produzimos sorvetes feitos com fruta de verdade, que são considerados alimentos.

O mix de produtos conta com quantos itens e com que frequência novos sabores são adicionados ao cardápio?

Atualmente, temos 30 sabores de picolés e 24 de massa nas lojas. Além dos seis sabores de massa à venda no varejo. Recentemente, lançamos as linhas de potes, as chamadas take home, ideais para levar para casa. Anualmente, temos lançamentos de inverno (produtos mais indulgentes, de massa, com maior procura) e de verão (com foco nos picolés). No verão 2018 lançamos quatro sabores novos, além da linha vegana da marca. Estamos preparando as novidades de inverno.

A sazonalidade de uma sorveteria é evidente. Qual a estratégia que a rede adota para evitar que o franqueado sinta a queda do faturamento no inverno?

Desenvolvemos algumas estratégias que auxiliam nesse momento. Primeiramente, notamos que o consumidor tem buscado consumir sorvetes com mais frequência, mesmo no inverno, o que é comum na Europa, por exemplo. Nas Praças Rochinha, focamos em produtos mais indulgentes à base de leite, como chocolate, doce de leite, leite condensado, além de sobremesas, lanches e cafés. Isso ajuda a manter o índice de procura durante a estação fria. Também temos algumas estratégias trabalhadas no verão para manter a rentabilidade no inverno. Quando falamos em franquias, notamos que os Quiosques Rochinha em shoppings têm retorno positivo mesmo no inverno, pois o sorvete é a sobremesa mais escolhida pelos frequentadores de shoppings, independentemente da estação. Quando falamos de marca, recentemente abrimos multicanais em redes de varejo como o Pão de Açúcar, entrando com os picolés, mas também as linhas de potes, que foram bem aceitas.

Os números mudaram – para mais ou para menos – por conta da crise econômica ou pela instabilidade de um ano de incertezas como 2018?

Os Sorvetes Rochinha conseguiram manter o crescimento mesmo durante a crise. O sistema de franquias da marca foi aberto durante a recessão. Estamos há pouco mais de dois anos no franchising e, mesmo com a crise, crescemos mais de 100%, com uma ótima aceitação pelos franqueados. Nadamos contra a maré da crise e o resultado foi crescimento. 

Qual o perfil de ponto de venda que mais costuma dar certo?

Levamos em conta o público-alvo, que é predominante A/B, visibilidade e perfil demográfico da região.

O que a empresa aprendeu ao longo dos anos? O que foi deixado de lado e o que se consolidou com o tempo?

Aprendemos a respeitar o nosso conceito/identidade, que é a fabricação de produtos semiartesanais feitos com matéria-prima natural, com o resultado final de produtos com alto apelo de saudabilidade. O que se consolidou com o tempo foi a nossa identidade, e deixamos de lado uma visão micro e intensificamos a visão macro.

Em tempos de crise e desemprego, o perfil dos franqueados mudou? Se sim, como era e como ficou?

Notamos que atualmente, o franqueado se qualifica muito, então, ao analisarmos o perfil dele, sabemos se ele tem mais habilidade operacional, habilidade de comunicação com o cliente, habilidade comercial etc. Em seguida, passamos a desenvolver o franqueado nas fraquezas. O franchising está pautado na inovação, e estamos trabalhando antes dos fatos. Um exemplo é a expansão de lojas no interior de São Paulo. Antes de falar em crise, a gente já estava trabalhando com interiorização. Os Sorvetes Rochinha estão sempre pensando novos modelos de negócios.

Por falar nisso, qual o perfil ideal de franqueado da rede? Quais características são imprescindíveis?

A franqueadora tem cuidado especial na seleção dos seus parceiros. A marca e a visão empresarial dos Sorvetes Rochinha são bens de precioso valor, razão pela qual buscamos identificar pessoas físicas com elevado espírito empreendedor, entusiasmadas com uma nova perspectiva ou diversificação dos caminhos de suas vidas.

Como a marca lida com a concorrência que tem aumentado com a chegada de outras redes fabricantes?

Entendendo cada vez mais nosso público, agregando valor ao nosso produto, usando boas estratégias de marketing, buscando inovação contínua e investindo em funcionários que amam e sabem vender a marca.

Como funciona a fabricação dos produtos? É própria ou terceirizada? Por qual motivo esse modelo foi adotado?

Com uma ampla fábrica em São José dos Campos/SP, mantemos até hoje a maioria dos processos produtivos manuais, que conservam o que a fruta tem de melhor em sabor e nutrição. A produção de nosso carro-chefe, o picolé de coco branco, entre outros sabores, é feito com generosos pedaços de fruta.

E a logística de entrega para os franqueados, como funciona?

Nossa logística de entrega é própria e centralizada, ou seja, cada franqueado recebe seu pedido direto em sua franquia.

Em que patamar você enxerga a rede daqui a cinco anos?

Com a expansão da nossa rede de franquias para cidades em outros estados (já estamos presentes em Angra dos Reis/RJ, Florianópolis/SC e Curitiba/PR), com uma rede sólida de franquias e 40 unidades no Brasil.

Quantas unidades estão em operação e qual a meta para 2018?

Atualmente estamos com 22 unidades em operação, com meta de chegar a 30.

E qual tipo de ação a rede tem adotado para chegar a esse ponto?

Investindo em inovação e capacitação dos candidatos.

O mercado está preparado para essa meta?

Sim, o mercado está preparado. Os candidatos à abertura de uma franquia, por sua vez, têm se mostrado mais maduros quando começam a prospectar um negócio. Os empreendedores estão mais preparados e mais conscientes sobre o que esperam para o seu futuro à frente de uma franquia.


Venda marítima

A busca por diferenciais está no DNA na empresa. Os Sorvetes Rochinha apostaram em uma novidade para quem curte o verão em embarcações no litoral norte paulista. Durante toda a temporada 2018, um barco padronizado da marca visita as principais ilhas de São Sebastião, levando os tradicionais produtos da marca e, ainda, alternativas como os sabores Pitaya, Pink Limonade, Whey Protein, Moranguinho e opções veganas.

O litoral norte paulista reúne mais de 100 opções de marinas, que atraem, em média, 200 embarcações ou mais. É um ponto de venda promissor e também uma comodidade para quem curte o verão embarcado.


“Estamos há pouco mais de dois anos no franchising e, mesmo com a crise, crescemos mais de 100%, com uma ótima aceitação pelos franqueados”

“Antes de falar em crise, a gente já estava trabalhando com interiorização. Os Sorvetes Rochinha estão sempre pensando novos modelos de negócios”


Sorvetes Rochinha entrou há cerca de dois anos para o franchising

Os Quiosques Rochinha em shoppings têm retorno positivo mesmo no inverno, pois o sorvete é a sobremesa mais escolhida pelos frequentadores de shoppings
Sorvetes Rochinha entrou há cerca de dois anos para o franchising

As lojas e os quiosques têm em sua proposta os conceitos de saúde, bem-estar e brasilidade de maneira sustentável

Crédito: Divulgação/ Enviada pela AFonte Comunica

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