Cannabis: de proibida a queridinha no mercado financeiro

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Especialista em finanças, César Karam, explica como o mundo passou a olhar a maconha como grande potencial de rentabilidade e detalha como e quando é o momento de investir no produto

A liberação do uso da maconha ainda é um tabu em muitos países. No Brasil, apesar das inúmeras possibilidades que a planta oferece, seu uso ainda é restrito por estar fortemente associado ao consumo de drogas ilícitas. Mas, para além da discussão sobre a legalização da cannabis no país, um ponto que tem chamado a atenção sobre a erva é a rentabilidade que ela pode gerar no mercado financeiro. 

Sim, investir em maconha pode render muito dinheiro. Quem faz a afirmação é o consultor financeiro César Karam, que explica quando, como e com quanto dinheiro é possível começar a investir nas ações da cannabis de maneira legal e eficaz.

“Quando falamos do investimento na cannabis, acreditamos, principalmente, no seu potencial terapêutico para tratar problemas específicos, como dores crônicas, estresses pós traumáticos, epilepsia, fibromialgia, esclerose, perda de peso e até problemas com apetite. Isso, sem contar no uso para produtos cosméticos, como já é um boom na Europa, e ainda do uso do cânhamo na construção civil, e até mesmo na indústria de tecidos”, detalha.

De acordo com Karam, o número de ações na carteira chega a 40, e elas estão concentradas em três principais países: Canadá (55%), Estados Unidos (27%) e Inglaterra (10%). Em países onde a planta já é legalizada, como o próprio Estados Unidos, onde em mais de um terço dos estados se encontra acesso legal à cannabis, existem diversas empresas explorando esse mercado. 

“Entre as maiores empresas do setor de cannabis estão: Curaleaf Holdings, Green Thumb, Canopy Growth e Trulieve Cannabis. Para se ter uma ideia, a Curaleaf, por exemplo, já está ultrapassando a marca de US$ 10 bilhões em valor de mercado”, comenta. “Cada uma dessas empresas possui objetivos diferentes e uma variedade gigantesca de produtos existentes, como extratos, óleos, resinas, vaporizadores, comprimidos, a própria planta in natura e até mesmo misturados e preparados com alimentos”

César Karam, especialista em finanças

Ainda segundo o especialista,  não é preciso ter uma conta em outro país para investir nas ações de cannabis.

“É possível investir pela XP Investimentos, por exemplo. Estamos falando do fundo Trend Cannabis FIM, que replica o rendimento de um Fundo dos Estados Unidos, chamado ETFMG Alternative Harvest, que é atualmente o maior ETF ligado ao setor de Cannabis lá fora”, explica. “O fundo investe globalmente em ações de empresas relacionadas diretamente ou indiretamente com o processo de cultivo legal, produção, marketing ou distribuição da cannabis”, completa.

O especialista destaca que, por ser um mercado secundário, é importante ter cautela e não colocar uma parcela grande do dinheiro nesse setor, porque assim como ele tem um potencial de crescer muito, de forma inversamente proporcional, também pode cair.

“A aplicação mínima é R$ 500, qualquer tipo de investidor pode colocar seu dinheiro nele e possui taxa de administração de apenas 0,50% ao ano. Sem dúvidas, é uma boa opção para quem quer começar a investir nesse mercado sem precisar criar conta nos Estados Unidos”, finaliza.

SOBRE CÉSAR KARAM
Formado em administração de empresas e com especialização na área de investimentos, César Karam estudou a fundo a Bolsa de Valores, e hoje possui grande conhecimento sobre esse mercado. Sempre buscando aperfeiçoar seus conhecimentos, Karam, além de ler centenas de livros sobre a área financeira, participou de cursos específicos de Bolsa de Valores, formação em coaching e PNL (teoria baseada na conexão entre os processos neurológicos,  linguagem  e os padrões comportamentais aprendidos através da experiência), concluiu um MBA na Fundação Getúlio Vargas para, enfim, desenvolver seu próprio método de investimentos. Recentemente, teve mais uma conquista: CNPI (Certificado Nacional do Profissional de Investimento), que é um reconhecimento obrigatório para profissionais que atuam no mercado financeiro. Hoje, apenas cerca de 700 pessoas no país possuem a qualificação. 

Foto de capa: Aphiwat chuangchoem no Pexels

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